
terça-feira, 27 de maio de 2008
literalmente... silêncio!

terça-feira, 6 de maio de 2008
dias e mais dias

Bom tirei umas férias do blog. Semana passada foi meio tumultuada. No feriado minha cachorrinha amanheceu morta, triste pq ela tinha sete anos apenas e não estava nem doente! Ela faz muita falta pra encher a casa, é uma vida! Nisso me lembrei que até hoje eu ja perdi um peixe, o frederico e essa cachorrinha, a Pedrita. Estes estavam sempre dentro de casa, diferente dos que eu já perdi, mas que moravam na rua. A Pedrita tinha seu canto pra dormir, mas durante o dia ela podia frenquentar dentro de casa. Ainda vou postar um foto dela aqui, mas ainda não quis ver, pois a lembrança ainda está bem viva dentro de mim... Ela era diferente e especial, quase falava, e quem conhecia sabe que era verdade!
Bom tirando isso, nesse tempo, minha mãe fez aniversário, meu sobrinho nasceu com saúde e eu tive febre no domingo de noite e na segunda. Mesmo assim trabalhei o dia todo até tarde. Meu corpo está todo dolorido! Nessas horas que a gente precisa de repouso dá muita vontade de ir pra casa se deitar bem quentinha debaixo das cobertas e ficar quieta, sem barulhos a volta.
Bom essas são as novidades do tempo que passei longe daqui. Agora ta na hora de trabalhar!
segunda-feira, 28 de abril de 2008
labirinto

DESENCONTRÁRIOS
Mandei a palavra rimar,
ela não me obedeceu.
Falou em mar, em céu, em rosa,
em grego, em silêncio, em prosa.
Parecia fora de si,
a sílaba silenciosa.
Mandei a frase sonhar,
e ela se foi num labirinto.
Fazer poesia, eu sinto, apenas isso.
Dar ordens a um exército,
para conquistar um império extinto.
Paulo Leminsky
sábado, 26 de abril de 2008
dia de chuva

Hoje amanheceu um dia aconchegante e inspirador. Dias nublados nos parecem tristes às vezes, como também, belos dias para descansar, ainda mais nos finais de semana, no meu caso, dias de semana não consigo tempo para fazer isso. Dias assim dão vontades para deitar e ler um bom livro, escutar um cd legal que pela correria não conseguimos escutar, enfim, refletir um pouco sobre a vida. Ver um filme também é uma boa opção. Que bom que Deus nos dá esses dias assim! Gosto de dias frios, dias melancólicos...
E lendo, encontrei uma frase legal da Clarice Lispector: Escrevo-te porque não me entendo. E o mais legal é que ontem no comentário sobre meu post que comentei que eu estava desanimada, foi justamente em fazer isso, escrever, mesmo que desanimada, pois anima. E realmente concordo e por isso tenho tirado um tempo para isso todos os dias, às vezes mesmo antes de ir trabalhar. Escrever tem uma relação grande na minha vida, desde pequena. Sempre precisei usar deste artifício para me entender e expressar o que estava guardado dentro de mim. Preferia mandar cartas ao contrário de falar ao vivo.
Percebo que aceito pacificamente muita opinião de todos os lados, contudo às vezes realmente como diz também Lispector: "Não gosto é quando pingam limão nas minhas profundezas e fazem com que eu me contorça toda." Não é o fato de não gostar de ouvir ajuda, de ouvir um conselho. Mas tudo tem que ter um bom senso! Acho que somente Jesus consegue ver nossas profundezas e curá-las, algumas vezes com ajuda de amigos. Mas mesmo assim nossa vida não precisa ser exposta num telão, acho que se existisse a invenção dos nossos sentimentos serem passados num telão seria total invasão de privacidade. Não seria nada agradável.
Parênteses (Esses dias vi no jornal da noite que a microsoft fez um software que justamente para mim me parece invasão de privacidade. Entendi que seria bom para os chefes, pois seria um sensor que mostraria nosso humor o dia todo no trabalho, na frente do computador. Se te passassem algo na última hora, o programa mediria o teu sentimento e isso ficaria registrado para o chefe. As coisas não precisam ser assim, tão drásticas!).
Acredito que eu gostar de escrever tem relação de que a escrita é a forma mais comedida da linguagem. Quando falamos, apenas soltamos palavras, mas quando escrevemos, paramos, nos concentramos e, então, soltamos as palavras cuidadosamente sobre a folha de papel. Não escrevemos tudo que está "borbulhando" na nossa mente, mas apenas o que achamos necessário.
"Então quando te escrevo respeito as sílabas." Clarice Lispector
Imagem acima: ótima idéia para sairmos em dias como hoje! Mas o que mais me deixa louca na chuva é molhar os pés!
sexta-feira, 25 de abril de 2008
leitura

terça-feira, 22 de abril de 2008
Brutalidades
Chega um ponto que cansamos de ver tanta gente malvada. Todos os dias escutamos uma notícia ruim. O caso da Isabella é o que mais vejo passando na tevê, até mesmo na fila da renner, ao meio dia, estava dando reportagem sobre a menina. Além disso, assaltos e acidentes toda hora acontece, já está virando algo comum, as pessoas fazem o que querem, pagam a pena de um pequeno tempo no presídio lotado e voltam ás ruas para causar tormentos s pessoas. Se não bastasse tanta tragédia, pessoas que se dizem artistas dão dor de cabeça a outros.
A arte está de certa forma banalizada. Pessoas fazendo artesanato, se dizem artistas, pessoa maltratando um cão também quer ser conhecida como artista. Fiquei indignada com o fato que ocorreu esses tempos, mas que so fiquei sabendo hoje. E, como artista visual, defendo que esse episódio está longe de ser arte!
Ele é de Costa Rica, expos um cão faminto amarrado em uma galeria de arte. A "Exposição nº1" teve lugar em Agosto, em Manágua, na Nicarágua. À entrada, os visitantes podiam ler a frase "És o que lês", seguindo-se um cenário pouco comum: entre as obras do artista estava um cão, faminto e doente, amarrado por uma corda a um canto da sala. Mesmo após alguns apelos dos visitantes para que o animal fosse libertado, o artista recusou-se a fazê-lo justificando que se tratava de uma homenagem a Natividad Canda, um nicaraguense que morreu depois de ter sido atacado por um rotweiller. Ironicamente, o cão acabou por morrer de fome em plena exposição quando o título da amostra estava escrito numa parede através de uma colagem feita à base de comida canina. e, se não pudesse ser pior, o "monstro" foi escolhido para representar seu país na Bienal Centroamericana Honduras 2008 e a receber um prêmio por sua obra.
Que isso? Cada vez fico mais abobada com a falta de moralidade e de principios das pessoas de hoje em dia. Respeito é uma palavra que não se conhece mais. A arte que é algo tão lindo, que hoje em dia tem sido usada para nos chocar com a realidade, não precisa usar de fatos tão brutais para expressar o que se sente. Daqui a pouco matar também é arte... A artista, pesquisadora e professora da Universidade de Caxias do Sul (RS) Diana Domingues, especializada em arte contemporânea, também concorda. "Em qualquer campo da atividade humana deve haver respeito à ética. A própria arte cobra esse respeito", diz. E isso prova a muitos que debocham dizendo ah entao eu também sei fazer arte. Colocar uma bola em cima da mesa é arte. Estão enganados, a arte não pode ser feita por pessoas que não conhecem a história, do porque que chegamos até a contemporaneidade, do porque que falamos que qualquer coisa pode ser arte.
Um dia alguém pegou uma roda de bicicleta e afirmou que era arte. O ready-made é uma manifestação ainda mais radical da sua intenção de romper com o fazer artístico de Duchamp. Mas isso foi em 1915, para que chegássemos até a evolução que estamos vivendo hoje em dia na arte. Nem tudo é arte e isso é uma longa discussão difícil de ser levada, pois não temos nenhum órgão que nos defenda, como no caso dos médicos, arquitetos...
domingo, 20 de abril de 2008
lendo...

Estou lendo este livro acima, A forma sólida da linguagem de Robert Bringhurst. O livro conta um pouco da história da escrita, sobre os alfabetos existentes no mundo, além de mostrar imagens de alguns deles, como, por exemplo, o ideograma chinês.
O que me chamou atenção quando eu comecei ler foi: “Pingue uma gota em um oceano de significados e note que ondas concêntricas se formam. Definir uma palavra isoladamente significa tentar agarrar essas ondas; ninguém tem mãos tão ágeis... Alcançar o significado das palavras não é agarrar as ondas por elas originadas, mas sim perceber as interações entre essas ondulações.” Isso me faz pensar na palavra palavra e na palavra silêncio que utilizo tanto nos meus textos. O silêncio, como falo, possui inúmeros significados, que não são muitas vezes expressados somente por palavras, mas com nosso corpo. A linguagem também é usada para nos expressarmos mesmo em silêncio.
Isso também o autor cita no texto: “A fala sai das nossas bocas, mãos e olhos de forma quase líquida e, depois, evapora-se...”, ou seja, além de falarmos com nosso olhar, nossa postura também revela o que pensamos. E, quando escrevemos, como faço aqui todos os dias, estou solidificando as minhas palavras, deixando-as em um espaço para um possível julgamento. A escrita é um sistema de representação. Diferentemente quando apenas jogamos palavras ao vento. “O que mais poderiam ser as palavras que jogamos como pedrinhas no oceano se não pingos condensados de fala evaporada, pedacinhos reciclados do próprio oceano de significados?
Esse início todo me prendeu para ler o restante desse livro, embora comece a ficar mais técnico, contudo com uma linguagem acessível e divertida. Eu tenho um livro desse autor, Elementos do estilo tipográfico, que ganhei de formatura, mas muita gente me falava que ele era muito técnico, que a leitura não era tão agradável, mas quando uma amiga me emprestou esse outro livro, vi que a linguagem que ele usa é interessante, me instigando a ler o que ganhei. Essas frases que Robert usa no meio de seus textos nos deixam um bom tempo refletindo. Vale a pena!