sábado, 1 de agosto de 2009

O dedo na ferida

Deifinitivamente não consigo escrever sempre no meu blog, mas sempre que possível passo por aqui com alguma coisa diferente ou mesmo com algo interessante que li nos últimos dias. (Esse texto embora seja baseado em citações cristãs, é válido para qualquer pessoa, não somente aos que freqüentam alguma igreja ou religião.)

O último livro que terminei de ler foi Feridos em nome de Deus , escrito pela jornalista Marília César. Achei ótimo o tema abordado. “Uma denúncia do falso evangelho pregado por falsos cristãos.” Acho que o que mais vemos hoje em dia são pessoas pregando o evangelho de maneira destorcida e com isso, deixando nós cristãos com vergonha de falar da nossa igreja ou do grupo que participamos. É tanto escândalo público, é tanta gente fazendo coisas sem contexto, gritando, “falando em línguas”, que na maioria dos casos é um teatro com palavras repetidas, sofrendo de abuso espiritual. Hoje está na moda a pessoa ser evangélica ou ser espírita. As pessoas estão cada vez mais se importando com templos do que mesmo com pessoas. “Às vezes, no anseio de cuidar da igreja, esquecemos que Cristo morreu por essa igreja porque sabia que ela jamais daria conta sozinha. Ele morreu por nós justamente porque somos um bando de pecadores.”

“Uma vivência comunitária sadia envolve essa deliciosa cumplicidade. MAS implica também sujeição, pois TODOS erram e precisamos que nos relembrem por onde recomeçar.” Um vida de comunhão é um vai e vem no sentido de troca de experiências. Temos sim que sujeitarmos aos que estão numa posição sobre nós, contudo, todos nós erramos, inclusive os que são “maiores” ou mais experientes e, com isso é necessário “dar o braço a torcer” para as coisas não pararem de andar ou andar de maneira errada, com mágoas. Vejo no livro que o abuso de poder deixa as pessoas que foram as vítimas mais frágeis e na maioria das vezes, as afastam do grupo ou da igreja. Não por não crerem em Jesus, mas de estarem cansadas de regras ditadas por alguém. “As dificuldades surgem quando uma pessoa de natureza frágil e dependente depara com um líder de tendência autoritária e legalista.”

Então estar na posição de líder (cristão ou não cristão) é deixar também o outro ter um espaço de liberdade, sem todas as repostas e certezas. O liderado aprende caindo, levantando, assim como o líder. Ninguem é perfeito e, uma pessoa que coordena alguma coisa precisa entender que ele também é liderado por alguém, como pelo prefeito da cidade se for o caso e, melhor ainda, o maior líder que é Jesus Cristo. Mas o que mais vejo é que quando se está na posição mais elevada, tende-se a se achar o melhor dos melhores e muitas vezes se sente na liberdade de fazer o que bem entende que é certo. “Líderes que comentem abuso (este podem ser diversos os tipos até mesmo quando se “da moral de cueca” e não cumpre o mesmo que tanto insiste que é certo) estão geralmente obcecados por uma visão” ou mesmo um objetivo pessoal.

Acho válido ressaltar esse trecho:
“...quando Deus quer tratar de seus filhos ele “tira tudo aquilo em que nos seguramos. É para quebrar os eus falsos”. O eu secular ou falso é o eu engendrado, como diz Thomas Merton, por compulsões sociais. “Compulsivo” é o melhor adjetivo para o falso eu. Mostra a necessidade de afirmação contínua e crescente. Quem sou eu? Sou aquele que é apreciado, elogiado, admirado, antipatizado ou desprezado. Quer eu seja pianista, negociante ou religioso, o que importa é como eu sou percebido em meu mundo. Se estar atarefado é coisa boa, então preciso estar atarefado [...] A compulsão se manifesta no medo oculto de fracassar e no impulso inabalável de evitar isso juntando mais das mesmas coisas – mais trabalho, mais dinheiro, mais amigos.”

Acho legal nos avaliarmos todos os dias para não criarmos feridas às pessoas, embora isso muitas vezes aconteça sem nos darmos conta de que fizemos isso. Precisamos sempre ter em mente: “Perdoar, perdoar-se. Aprender a confiar novamente implica tempo. Recuperar a credibilidade é uma longa jornada.”. Por isso um alerta e uma indicação de uma boa leitura :)

domingo, 24 de maio de 2009

Homem Máquina

Hi from Multitouch Barcelona on Vimeo.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Her Morning Elegance / Oren Lavie



mais um stop motion, muito amavel :)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

o lobo e o porquinho




Muito legal esse stop motion. Vale a pena acompanhar a história :)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Grandes marcas e suas evoluções

Acho que foi ano passado que brinquei num jogo de marcas na internet. Eles mostravam uma parte, tipo cor ou um elemento importante de cada marca e tinha que adivinhar que marca era essa. Legal pois muitas estão gravadas em nossa memória de tanto encontrarmos os produtos em toda parte que passamos. Achei estas imagens num blog com as evoluções de algumas marcas. Interessante notar que muitas delas acabam voltando a utilizar de elementos do passado.

Nike






Apple










Xerox











Fiat


















WWF








IBM











Kodak












Renault



















Sony








Texaco













Volkswagen

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Designer Humilde


Terminei de ler hoje o livro Designer Humilde - lógica e ética para inovação, de Charles Bezerra. É um livro de 90 páginas que fluem rapidamente. O livro discute vários pontos do design: processo, identificação de problemas, posturas profissionais e questões sobre inovação no design e na vida.
o design = processo a inovação = resultado positivo do processo

"Design é a profissão que se preocupa com a criação de produtos, sitemas, comunicações e serviços que satisfazem necessidades humanas, melhora a vida das pessoas e faz tudo isso respeitando o equilíbrio do meio ambiente."

O designer tem o poder nas mãos de mudar situações, como também "ao solucionar problemas, de certa forma criamos outros." É preciso ser curioso, ter otimismo, mas acima de tudo ser íntegro e sensível a tudo que está ao nosso redor. Nos preocupar com o meio ambiente, com a economia, enfim todas as coisas que estão diretamente ligadas, mas que não damos a tamanha importância.

"… quais seriam as características dos designers humildes? Eles não têm tempo para ficarem orgulhosos de suas criações, pois estão sempre alertas para colocar suas criações em teste e corrigir prováveis erros. Na verdade, suas soluções trabalham para reduzir o estrago causado por criadores irresponsáveis; atuantes, tentam integrar e pensar no todo e na sintonia necessária entre os agentes em nosso planeta."

Hoje o que mais presenciamos é uma poluição visual. Neste livro fala que todos somos designers, pois todos temos a capacidade de produzir conceitos, de pesquisar e analisar antes de sair fazendo alguma coisa no computador. O que falta para muitos entenderem, como já escutado em algumas discussões sobre design, é que design é processo e não um computador. Esse é apenas uma ferramenta. O computador ainda é muito "burro" diante da capacidade do ser humano. Serve para registrar, organizar e armazenar dados nos ajudando a comunicar alguma coisa à todos. Os estragos são causados por aqueles que pulam a etapa mais importante antes de se entregar à uma máquina.

"Designers humildes reconhecem a beleza e a importância do minimalismo. Sabem que mesmo sendo mais difíceis, as soluções mais econômicas são elegantes e eticamente consistentes. Precisamos constantemente refletir sobre a frase do arquiteto Ludwig Mies var der Rohe, - less is more -, e em todo o processo sempre nos perguntarmos o que é realmente necessário."

O design alemão causa estranheza para muitos. Eu sempre achei muito interessante o simples bem pensado! Estar numa empresa alemã é uma oportunidade não encontrada em tantas outras que se preocupam apenas em deixar tudo bonito, deixando a usabilidade para um segundo plano. Tornando um produto de design uma mistureba de "linhas guias" e cores, sem hierarquia, sem alinhamento. Legal seria se conseguíssemos sempre ter o equilíbrio. Por isso less is more :)

"Se o design é o oposto do caos, vamos nos concentrar “nos inúmeros problemas reais que estão esperando por melhores soluções”. " Vicente Tardin

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A menina que roubava livros



Acabei de ler o livro "A menina que roubava livros". Já tinha feito uma postagem para publicar aqui, na sexta-feira. Se eu não tivesse terminado colocaria da forma já escrita, mas como acabei derramar algumas lágrimas com o término da leitura as coisas mudaram...

Fazia algum tempo que eu queria ler, mas sempre esperando a promoção nas livrarias para adquirir essa grande história. Vi na Fnac que tinha entrado em promoção e então quando o encontrei li a contracapa: "Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.", ja começa por aí. A contracapa mostra apenas uma frase em vermelho que impacta. Nada de sinopses. Uma amiga já tinha me dito que o livro era bom, mas isso já faz algum tempo e eu não lembrava mais do que se tratava totalmente a história.

Já li e vi diversos filmes que contam a história da Segunda Guerra, mas nenhum teve tanta intensidade como este no meu percurso. Quem conta a história é a morte. Já tinha me prometido em não ler mais nada sobre esta história por um bom tempo... Mas a realidade foi outra entrei no mundo de Liesel Meminger, menina personagem deste livro. Personalidade forte ao mesmo tempo amável, fria, sofrida, mas que faz tudo segura tudo sem chorumelas... É a inocência de uma criança em meio a realidade de uma guerra brutal. Para sair desta realidade, a menina acaba se apaixonando cada vez mais por livros e como é de uma familia pobre a solução para suas leituras é roubá-los.

Podemos apresentar este livro assim, como está nas primeiras páginas:
Uma menina
Algumas palavras
Um acordeonista
Uns alemães fanáticos
Um lutador judeu
E uma porção de roubos.

Posso adicionas que tinham:
dois pais de criação
irmão morto
neve
céu vermelho
o enrolador de cigarros
bombas...

Este livro eu lia no ônibus indo para o trabalho e na volta. Antes de dormir até cansar de espiar mais algumas páginas. O jeito que tudo é contado pelo autor australiano Markus Zusak me encantou. É de uma maneira que te faz sentir parte da história. Chegando para trabalhar na empresa é estranho conversar com os alemães (trabalho numa empesa alemã). Vejo diante de mim a frieza que é a personalidade deles, assim como é sentida no livro. Mas ler estas coisas me deixam mais curiosa sobre os costumes desta nação. Ao mesmo tempo me causa um emaranhado de sentimentos. Queria poder perguntar para os que sou mais amiga o que eles pensam dessa Guerra, dessa destruição toda. Uma amiga disse que muitos deles se envergonham, outros ainda se orgulham...

A menina que roubava livros chegou num momento em que teve vontade de matar as palavras e se perguntou: "As palavras. Por que tinham que existir? Sem elas, não haveria nada disso. Sem as palavras o Führer(chefe em alemão) não era nada..."

Acho que quem já leu lembra da parte em que Liesel presenteou seu amigo com algumas coisas amáveis, e ontem andando pela estrada vi estas nuvens e lembrei desta parte. Não é o mesmo que imaginei, mas tinha muita semelhança. "Como se dá a alguém um pedaço de céu? -Decore-a. Depois escreva-a para ele.

Não consegui conter minha ansiedade de contar essas coisas que participei nesses últimos dias. Vou sentir falta destes personagens, dessas histórias...